segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tardezinha de amor.


Ontem decidi que assistiria a alguns filmes pela TV e, como não podia ser diferente, os tomei quase todos lá pelos vinte minutos corridos. Sorte minha que boa parte desses enredos começa morno e só do meio para o fim é que, de fato, as peças do jogo amoroso põem-se a mover. Na verdade, isso de TV foi mais por pura cisma de baixar filmes da Internet. Conheço muitas pessoas que o fazem e também sei de vários endereços de sites disponíveis... quem sabe um dia eu não me renda à web comodidade. Contudo, não posso dizer que a tarde de ontem foi ruim, antes mágica. Como se posta em asas de fada, a lembrança daquela tardezinha de amor hoje resvala em meus cabelos. “Cinderela em Paris” e “Palavras ao vento”, dois clássicos do tempo em que Hollywood transformava simples em sublime. Nada de histórias mirabolantes, nada de cenas apelativas ou de diálogos onomatopaicos: tudo era simplesmente tão bom quanto um romance bobo que se lê e que nos dá ciúmes de indicar. Ah, Fred Astaire dançando e cantando com Audrey Hepburn, juntos naquela balsa sobre o lago, rodeados de flores e de cisnes e coelhos. Um romantismo disperso naquele tempo em que os homens dançavam e as mulheres tinham rosto de boneca. E como não ficar encantada com Mitch Wayne, o extinto cavalheiro de humor sarcástico e de sorriso extasiante? Duas tolices necessárias neste tempo de culto ao supérfluo.

:/ Ainda assisto “Um Amor na Tarde” qualquer dia desses. Como que imitando o passado, o filme passou justo na mesma hora em que eu assistia “Cinderela em Paris”.

Ps: Será que o Bruce Wayne é parente do Mitch Wayne?

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