
Nisso é que dá mudar os planos na fila do cinema. Estava eu já com o dinheiro na mão, olhando espantada para o rapaz da bilheteria, quando disse sem pensar: "Amigos, amigos, mulheres a parte". Duas meias, por favor. Minha irmã deu um pulo de satisfação, afinal, por que assistir a um filme de animação quando se pode optar por uma comédia romântica? Tenho pavor a comédias românticas, sinceramente, eu queria ter visto "Madagascar 2". Não demorou muito, porém, até que por minha vez desse o pulo do gato arrependido: o filme já começa abrupto feito uma torta na cara. A linguagem chula polui os diálogos que deveriam ser leves. Wasabi no olho! Depois, recentemente, foi a vez de "Queime depois de ler". Eu dizia pra mim mesma, desta vez eu assisto aqueles pingüins mafiosos. Mas aí o meu amigo_ era o dia dele_ veio com uma história de que estava deprimido e queria "desopilar". Resultado: troquei uma comédia garantida por um... comercial de duas horas. Não há costura de enredo. O filme começa a fazer algum sentido no final, quando os personagens morrem ou somem de forma ridícula: cenas fortes, mas sem emoção. Esse foi o meio para que os vários núcleos do filme se encontrassem. E eu continuo sem saber o que foi pior: juntar tantos atores competentes para um filme comercial ou a morte de Brad Pitt e a de Brian O’Neill - o que me fez lembrar de Leonardo Di Caprio em "Os Infiltrados".
Moral: Quando se vai assistir Madagascar 2, não mude de idéia, assista-o.
:) Devo dar meus parabéns, apesar de tudo, à atuação de Alec Baldwin, que está em ótima fase.
:/ Bastava um close na cena de morte em "Os Infiltrados".
:( Detalhe para a repetição das falas de John Malkovich e para a apatia de Tilda Swinton.
Nenhum comentário:
Postar um comentário