
Tudo bem, me processe. O livro não tem muito haver com o novo filme do Batman, mas não pude resistir ao título. Que, aliás, Nietzsche me perdoe onde quer que ele esteja. Os filósofos, mais necessariamente, os metafísicos, deveriam se por nesse patamar, pondo em cheque a moralidade, a existência dos opostos para então ir além do questionamento do valor da busca pela verdade e, quem sabe, chegar à própria. É, eu estou lendo o livro desde o início do ano e, se Deus quiser, e que Nietzsche me perdoe de novo por essa menção, eu termino de lê-lo finalmente. Mas enquanto esse dia não chega, posso abusar da ignorância que ainda me cabe e utilizar a obra para esse fim metafórico. No filme, Batman não é um herói..., ao menos não como Superman, Spiderman e outros. Bruce Wayne não é um perdedor e Batman não é um bonzinho politicamente correto. Ele não pensa duas vezes antes de quebrar as pernas de um homem, de controlar todos os celulares da cidade ou de torcer o pescoço de um ou dois cães. Mesmo não matando o Coringa, que representa o demônio, jogou Harvey Dent de cima de um prédio, o anjo inocente. Protegido por sua máscara, Batman, na verdade, pode tomar qualquer decisão, fazer o que bem entender. Não é vilão, mas também não é herói. Batman está além do bem e do mal.
Detesto desgastar a beleza que é o verbo amar, empregando-o em toda e qualquer frase. Não é justo com o que na prática acontece. Contudo, desta vez seria injustiça maior se eu negasse isso: Batman está perfeito em "Cavaleiro das Trevas", amei!
Ps: Na minha opinião, Harvey morreu, mas não o Duas-Caras. A moeda caiu com a face branca virada para cima. Ao menos, eu posso ter a esperança de que meu segundo maluco favorito continue na trama.
Ps2: Não vou dizer o que já disseram sobre o Coringa. Irei adiante. Em um próximo filme, aposto em Phillip Seymour Hoffiman como o novo maluco de Gotham City. Basta perder uns quilos, deixar o cabelo crescer e treinar uma boa gargalhada.
Ps3: Detalhe para as cenas de perseguição de Coringa atrás de Harvey e, lógico, para o interrogatório memorável do Coringa.
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