quarta-feira, 26 de agosto de 2009



Como é difícil acostumar-me a essa nova antiga rotina, esse labor de faquir desacreditado e sem esperança. Ai de mim, feliz conta magra de consumo elétrico.
Terei de redescobrir as locadouras, resgatar velhas contas, rever um ou outro débito, quem sabe apelar para o paleativo. Qual? Seria o malfadado emplasto hipocondríaco? Não, eu desço do trapézio por esse retorno à rotina supra broadcast.

Policiais de 95 ou comédias dos anos 80? Entre a sessão da madrugada de hoje e a do dia seguinte, onde poderei me ancorar? Cansada dos repetidos, cansada dos anos 90 a se enfestarem de bolor e pó. Eu quero o novo, a propaganda inédita, o título sem tradução, a desconfiança e o conforto dos 112 canais.

Será que me corrijo? Que fazer? Eu me recuso.

Encontrarei alternativas, um fio perdido de esperança deixado ao léu por alguém. Quem sabe por alguém que agora se farte de 112 canais,para o qual a esperança é um entulho mental desnecessário. Saco essa ideia fixa do bolso: ei de me render, finalmente, aos vídeos dilacerados da interner? Não, eu não me entrego ao desespero, esse ser que nos obriga a assistir "Esqueceram de mim" a cada Natal. Prossigo, pois tenho o fio entre os dedos.

_ Algo de bom dever haver, algo que seja menos ruim. E eu vou mudando de canal, em eterno ciclo.

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