
Não é de hoje que me surpreendo com esse meu famoso desconhecido. Deus, quanto mais serei forçada a vestir o capuz da ignorância? Na verdade, nunca precisei usa-lo, mas antes me submeter à catalepsia musical a sair por aí impressionando a todos com um festival de contradições, bem comum hoje em dia. Enfim, não me propus a resenhar discos nem tão pouco os gurus da música. Reconheço que seja isso tarefa para alguns poucos que se redimem por quase nada saberem. A santa ignorância protetora dos fracos e, não por contradição, mantenedora dos fortes de garganta e ecologicamente descartáveis. Detenho-me, portanto, por balançar meu copo meio vazio na esperança de que um dia possa vir a imita-lo transbordar. Antes um copo vazio, porque dele se bebeu, a um copo cheio posto em pedestal por seu suposto contato com o cosmos superior. Senhor, dai de beber aos que têm sede e perpetuai, desde já, a eterna estranheza em torno de Bob Dylan. Pois, sei que deveria ter assistido antes a “No Direction Home – Bob Dylan” do Scorsese, porque também havia me prometido isso, mas fazer o quê se, na hora do almoço, e reconheço essa chaga própria aos sedentários, passa na TV “I’m Not There” de Todd Haynes... Um filme que, decididamente, ou se assiste ou se come, pois as duas ações conjuntas não compensam o esforço. Eu não me lembro de haver assistido antes a um filme mais recortado, talvez, “The Butterfly Effect” de Eric Bress e J. Mackye Gruber, mas os dois tiveram motivos diferentes e em “I’m Not There” o recurso ganha charme pelos inúmeros detalhes dados, até mesmo, pela mudança de atores.
:) Marcus Carl Franklin foi uma grata surpresa. Espero que eu continue encontrando-o nessa forma in natura com que trabalha.
:* Claro que eu não poderia deixar de frisar aqui a encarnação de Bob Dylan em Cate Blanchett, algo quase demoníaco.
:) Parabéns também aos demais atores que também cumpriram bem o desafio de desenvolver as fases ou reinvenções desse famoso cheio de rótulos, mas que fez questão de esnobar a todos: Richard Gere, Christian Bale, Benz Antoine, Heath Ledger e Bem Whishaw.
:) Marcus Carl Franklin foi uma grata surpresa. Espero que eu continue encontrando-o nessa forma in natura com que trabalha.
:* Claro que eu não poderia deixar de frisar aqui a encarnação de Bob Dylan em Cate Blanchett, algo quase demoníaco.
:) Parabéns também aos demais atores que também cumpriram bem o desafio de desenvolver as fases ou reinvenções desse famoso cheio de rótulos, mas que fez questão de esnobar a todos: Richard Gere, Christian Bale, Benz Antoine, Heath Ledger e Bem Whishaw.
:@ Adorei as cenas olho no olho, com os primorosos conselhos de vida e lógico que também as músicas.
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